A (ir)responsável por isso aqui
Carioca, sagitariana de 1987, criada entre o subúrbio e a praia por pai argentino e psiquiatra, mãe pediatra, dois irmão roqueiros, uma avó italiana, a outra carola e inúmeros mascotes. É óbvio que eu não poderia ser muito normal. Cresci ouvindo MPB, tango, cancionetas italianas, música erudita e claro, muito rock. Meu pai tinha certos “surtos” nos quais me apresentava coisas pouco usuais para uma criança, como xadrez, esgrima e ópera e foi numa dessas que com 10 anos ganhei minha primeira câmera “de verdade” e tive minah primeira aula de fotografia.
Aos 3 anos queria ser pipoqueira (idéia até hoje não descartada), aos 6 paleontóloga, no vestibular optei por comunicação e quase que por acaso fui parar em medicina, caminhando hoje em direção a psiquiatria. A faculdade foi devastadora para minha insaciável sede por gente, cultura e arte mas como tudo acontece quando deve acontecer chegou o dia em que abri um parênteses na correria acadêmica e ganhei de meu pai uma nova câmera “de verdade” (agora digital) com a condição de me virar para sustentar o vício que ele sabia que começava ali. Foi assim que comecei a dividir meu já escasso tempo entre a medicina e a fotografia, adiando os plantões para passar noites igualmente em claro fotografando festas e o que mais me interessasse ou me solicitassem.
A câmera tornou-se minha janela para o mundo. Uma forma de eternizar tudo que de alguma forma me toca, de exercitar olhar a vida pro outros ângulos, de me forçar a parar e refletir antes de dar o próximo passo (ou o próximo clique).
Espero que curtam os posts e entendam os irregulares hiatos entre eles.
P.S: Vale dizer que meu pai, 50 anos antes, também se apaixonou pela fotografia, terminou a faculdade e engavetou o diploma de medicina, trabalhando por vinte anos como fotógrafo antes de voltar a psiquiatria, conhecer minha mãe e começar essa minha história nem tão original assim.
Luana, parabens pelo blog, desejo muito sucesso.
26/02/2010 às 5:08 PM
Obrigada!
21/02/2011 às 3:00 AM