Olho de Peixe O.O

Agora, depois de alguns experimentos e começando a chegar a algum resultado esperado, acho que dá para falar da minha pequena buginganga.

Quando saí do Rio em julho estava doida p/ comprar uma lomo spin, uma câmerinha analógica simpática c/ uma haste que gira quando se dá corda fazendo uma panorâmica… Bem divertida a proposta, principalmente tendo em vista as inúmeras praças e salões que iria visitar nas semanas seguintes.

Pois bem, como a bendita tinha acabado de ser lançada por aqui e estava obviamente esgotada na Lomography de Ipanema, decidi comprar a minha quando passasse por Barcelona.

Chegando no velho continente me deparei com edifícios e monumentos absolutamente desproporcionais às ruelas estreitas diante das respectivas fachadas e o mar de gente que invade TODOS os cantos da Europa no verão. Então lá estava eu carregando o maldito peso da minha super (ok, nem tanto) teleobjetiva de estimação sem pegar nenhuma fachada ou praça na íntegra -nem nos detalhes, porque é tudo muito grande mesmo.  Damn! Eu precisava de uma grande angular, coisa que custaria caro e não encontraria assim fácil por aí.

Foi assim que quando entrei na Lomography do bairro gótico troquei a panorâmica -que calculei impraticável de carregar no ritmo de tour de rock star do roteiro- por uma lomo olho de peixe. Minha mãe aproveitou para reforçar que queria uma câmera compacta com panorâmica e eu comprei a sonyzinha feliz da vida de ter uma opção digital E portátil para as horas de cansaço/correria.

No começo não acreditei que fosse funcionar, não sabia o que era uma 35mm chulé automática desde meus 10 anos de idade. E lá fui eu meio receosa, clicando menos do que já costumo clicar, sem menor idéia do que ia sair. A real é que no começo nem curti a sensação, viu…

Voltei pro Rio, revelei o rolo, ampliei algumas e concluí que precisaria de tempo para me acostumar com a bendita. Em 6 meses só fiz 3 rolos,  um dia a coisa flui melhor… No momento certo ela é uma delicinha de se brincar e tem boas experiências que ainda não arrisquei…

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Uma resposta

  1. o bom das analógicas é que fazem a gente fotografar só o que vale mesmo a pena ser registrado. quando percebi isso passei a aproveitar muito mais as viagens, sem ficar naquele frenesi louco de tirar foto de tudo com a digital. pro maranhão levei só a 35mm automática e foi ótimo. junto com ela levei um bloquinho de anotações e às vezes tomava notas ou desenhava o que não queria esquecer…
    gostei das suas, principalmente do teatro e do cruzeiro!
    as cores e o céu ficaram fantásticos. :)

    06/01/2011 às 3:50 AM

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