Let the sunshine in
A boa do fim de semana foi assistir a nova montagem de Hair no Oi Casa Grande.
Mesmo não sendo grande fã de musicais (tanto que nem minha paixão por gatos e gatices me faz pagar para assistir Cats) esse eu tinha que assistir nem que fosse para contar aos filhotes, sabe? Para minha sorte Hair é uma exceção e eu curto bastante tanto as músicas quanto a estética da coisa.
Ingressos comprados com antecedência, pagando a taxa descabida da internet (queria saber quem foi o infeliz que inventou essa de taxa de conveniência por percentual do ingresso) não onde eu queria por falta de ingressos e de grana para tanto mas beleza.
Cheguei em cima da hora, perdida na Lagoa-Leblon. Quando vi meu lugar e a marcação do palco (confesso que nunca tinha ido ao Oi Casagrande) deprimi. Não via os pés de quem estivesse mais na beira do palco ¬¬ A montagem precisaria ser muito digna para me convencer de que não tinha disperdiçado meu dinheiro tempo.
E foi digníssima.
De uns tempos para cá a cenografia e iluminação de quase todos os espetáculos que assisti tem sido de dar gosto e desta vez não foi diferente (amém). Apesar de não curtir muito o vocal “estrangulado” dos musicais a galera afinou bem, a banda fez arranjos deliciosos e som tava no ponto. Os figurinos me fizeram notar que há 10 anos atrás eu era muito mais riponga (ainda não sei se é assim que se escreve) do que me imaginava e tive vontade de encomendar para a costureia metade deles.
A história de sempre, pseudo-chocante-americanóide com direito a todo mundo peladão (não me venham dizer q isso é spoiler) e a conclusão de que ser hippie é muito legal mas não dá certo etc e tal. Tudo psicodelicamente maquiado de superprodução. Tento imaginar o que seria assistir aquilo numa viagem de ácido (só imaginar mesmo, não usem drogas).
Enfim, saí de lá cantarolando “Let the sunshine in” (“Deixa o sol entrar” não entra, sorry) e tentando lembrar o nome da loja onde costumava comprar minhas batas e saias indianas (sei que ela ainda existe porque essas coisas não acabam, tem sempre uma tiazona/adolescente paz-e-amor para sustentar).
Fica a dica.
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Na versão em inglês da montagem mais recente da Broadway porque não achei em português. Ou seja, pagem e vejam por si mesmos. Já disse que vale a pena.
Eu como confesso fã de musicais, sei dos momentos plenos e exacerbadamente fortes e marcantes que os musicais possuem ao criar aquelas imagens mentais mágicas repletas com suas letras e melodias cativantes.
Suas fotos, minha lúa, pegaram esses momentos plenos de significado e que certamente estão retratados da mesma maneira na mente de todos aqueles que assistiram e viveram e bela viagem musical e artisticamente expressiva que é o musical.
Longa vida a todos os musicais e aqueles que conseguem como você captar os momentos mágicos que eles criam.
=***
08/11/2010 às 2:42 AM
Oi Luana! Você deixou um comentário no meu blog há um tempão e, por algum motivo, eu não vi na época! Às vezes eu me embolo com comentários no wordpress. Só vi agora, hehe. Então você é amiga do Pedro e da Clara? Que legal, adoro eles (e adorei demais fotografá-los também)! E que legal que seu namorado te indicou meu blog, hehe, eu nem sabia que era indicada, rs.
Ah, e eu gosto de musicais! Estou considerando ver o Hair, tenho ouvido boas recomendações!
16/11/2010 às 11:02 PM
Ah! Oi!!! Td bem? Muito tempo mesmo!
Meu namorado te indicou sim, como tb fotografo ele volta e meia fuça cositas legais (tipo seu blog) por aí e me indica.
Clarinha estudou cmg no pH. Mundo ovo, nao?
Eu super recomendo Hair! Só não vá no poleiro (aka balcão) pq as marcações do palco estao muito pra frente e varias vezes tem q esticar pra ver os pés do pessoal.
Temos q marcar uns cliques, adorei seu estilo!
Beijao
18/11/2010 às 12:12 AM