Tropa de Elite

Voltando depois de tanto tempo virtualmente parada -já que no mundo real eu tava numa correria só para variar- falando de música e de família.

A bola da vez é o Tihuana. Aproveitando o embalo do lançamento do filme Tropa de Elite 2 (bem mais contundente e maduro que o primeiro, por sinal), venho falar dessa banda que curto muito e acompanho desde bem antes de ser o que é.

Já comentei que minha família parece bem pouco comum sob certos aspectos. Sou a raspa do tacho e dividia as tensões atenções da casa com dois irmãos roqueiros. Um deles é hoje (há mais de 10 anos, na verdade) o baixista do Tihuana. Era com ele q eu disputava os chocolates. Eram as fitas cassete dele que eu desenrolava e foi graças a ele e ao Chris que aprendi a gostar de rock.

Tem um vídeo gravado pelo meu pai em que  Román toca baixo para mim, tão babão quanto eu no auge dos meus alguns meses (ele com uns 16 anos) e uns anos depois eu pulando na beira do palco ao som de muito mais barulho e palavrões do que uma criança normal curtiria. Aprendi a ler os encartes dos vinis espalhados pela casa e o pessoal do Ostheobaldo (banda anterior ao Tihuana) gravava os ensaios no meu primeiro gradiente e eu datilografava as letras (absolutamente inadequadas para minha idade) na máquina de escrever do papai.

Foi assim que eu vi meu irmão passar por duas faculdades, exercitar muito sua lábia como vendedor, se mudar para São Paulo *snif* e passar sei lá quanto tempo sem geladeira… Até o dia em que eu viajava com meus pais e na piscina do navio escutei a música do Tihuana. Cara! Meu irmão tava na rádio!!! Depois na TV, no Rock in Rio e finalmente na trilha sonora do filme mais bombante do país.

Babações a parte, o Tihuana ganhou meu respeito. Das propostas de performance de gosto um tanto duvidoso *abafa* a um som encorpado, redondinho e versátil vi meu irmão crescer como músico e virar um cara maduro (acho que agora ele faz seguro pro carro pelo menos) e realizado como músico, coisa da qual até eu tinha minhas dúvidas até ver a banda firme e forte por anos. Não sempre no top 10 da rádio (até porque aprendi que isso é muito mais orquestração da gravadora que competência dos artistas), mas sempre lá, que é o que importa.

Então fico por aqui. Ainda não subi no palco para cantar com o Egypcio (ok, isso seria um pouco demais, cada um no seu talento – eu atrás da câmera)  mas há um ano fiz minhas primeiras fotos profissionais da banda, que posto agora aqui. São do clipe de “Um dia de cada vez”

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